Os Ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda seqüestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra Ataques de 11 de Setembro do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, em Arlington County, Virgínia, próximo à capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião seqüestrado foi intencionalmente derrubado em um campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.
Esse foi o primeiro ataque altamente letal de uma força estrangeira em território americano desde a Guerra de 1812. Com um saldo de mortes próximos a 3000, esse ataque excedeu o saldo de aproximadamente 2400 mortos do ataque surpresa dos japoneses a Pearl Harbor em 1941.
Os ataques
Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91m3 (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O vôo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC). Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o vôo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul. O vôo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local (13:37:46). O quarto avião seqüestrado, o vôo 93 da United Airlines, foi derrubado em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) quando os sequestradores foram confrontados pelos passageiros revoltosos. Nenhum dos ocupantes dos aviões seqüestrados sobreviveu.
Os mortos foram milhares: 265 nos aviões; ao menos 2602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center; e 125 no Pentágono. Ao menos 2992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gêmeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.
Alguns prassageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefônicas dos vôos condenados (veja Comunicação durante os ataques de 11 de Setembro). Eles relatavam que vários seqüestradores estavam em cada avião. Um total de 19 seqüestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos vôos, quatro no vôo 93 da United. Segundo informações, os seqüestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as atendentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No vôo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os seqüestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, como gás lacrimogêneo ou spray de pimenta para manter os passageiros longe da primeira classe nos vôos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.
A quarta aeronave
Especula-se que o alvo dos seqüestradores da quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, eram o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos seqüestradores, e que como chacoalhar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os seqüestradores derrubaram o avião em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Há também a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em vôo pela força aérea estadunidense. Esta notícia foi divulgada no início, mas depois foi suprimida dos noticiários. O padrão de detroços da quarta aeronave indica uma possível explosão no ar, resultado de uma ação de abate provocada por míssil ar-ar. A difícil decisão para abater a aeronave civil, com vidas estadunidenses a bordo teria partido do presidente Bush, que se viu na contigência de ordenar o ataque e derrubar a aeronave sobre uma aérea desabrigada ou esperar que o ataque fosse efetivado e mais vidas serem perdiadas no solo, além das que estavam a bordo.
11 de Setembro
Normalmente as pessoas se referem aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os vôos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um vôo mais fácil de ser seqüestrado.
Responsabilidade
Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa idéia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelenses contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a idéia surgiu na minha mente."
O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De fato, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. [1] A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contatos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial; entretanto foi descoberto que a al-Qaeda tinha conexões com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990.
Conseqüências do 11 de Semtebro
Medidas de Segurança e Militares
Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de Guerra contra o Terror ou Guerra contra o Terrorismo. O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas econômicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levou ao aumento o foco na segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.
De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países em um alto grau de alerta contra ataques subseqüentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais vindo serem afetados por fechamentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civíl foi proibída de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.
Reação Internacional
Os ataques tabém tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante ações para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos terroristas). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruirem células supostamennte terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controvérso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubado. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um ativista mulçumano britânico conhecido por seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou ao secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.
Os ataques levaram a várias cerimônias em memória às vítimas dos ataques por todo o mundo. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU[4].
As reações aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única exceção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Oriente Médio.
Reação da População Norte-Americana
Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, lhe garantiu enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantêm um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidenteGeorge W. Bush.
Conseqüências econômicas
Os ataques tiveram impactos significativos nos mercasdos dos Estados Unidos e mundial. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, oAmerican Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até 17 de Setembro. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mas as empresas participantes, consumidores e mercados foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos à instalação de chaveamento telefônico próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de ações reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1993, o índice do mercado de ações Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, sua maior queda em um único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), sua maior queda em uma semana na história. O mercado de ações americano perdeu 1,2 trilhão de dólares em valor em uma semana.
Processos contra seguradoras e contra as empresas de transporte aéreo
O ataque terrorista ao World Trade Center levou ao maior processo contra seguradoras relacionado ao terrorismo jamais visto, com muitas seguradoras por todo o mundo tentando diminuir o impacto do ataque em suas rendas. Em Abril de 2004, uma Corte Distrital americana rejeitou o pedido feito pelo administrador do World Trade Center, que dois aviões atingindo as Torres Gêmeas deveria ser considerados, segundo os termos da sua apólice, como dois incidentes separados, o que o tornava apto a reembolso de prêmios de 7 bilhões de dólares. A seguradora Swiss Reinsurance Co. e outras conseguiram convencer que os ataques a Nova Iorque foram apenas um incidente e que Silverstein era apto apenas a 3,5 bilhões de dólares.
Em 2003, O Juiz Distrital dos Estados Unidos Alvin Hellerstein aceitou ouvir um caso público contra as três companhias de vôo, as seguradoras dos aeroportos ICTS International NV e [[Pinkerton], os donos do World trade Center e contra a Boeing. O caso foi levado pelos feridos no ataque, parentes dos mortos e entidades que sofreram danos. Em Setembro de 2004, pouco antes da expiração do prazo legal de três anos para processos por perdas e danos, as seguradoras do World Trade Center processaram a American Airlines, a United Airlines, e a empresa de segurança do aeroporto Pinkerton, alegando que sua negligência permitiu que os aviões fossem seqüestrados. Como o Air Transportation Act aprovado após os ataques de 11 de September limita a responsabilidade da companhia aérea, dos produtores de aviões e dos aeroportos em sua cobertura de seguro, esse caso pode muito bem ser consolidade com o caso principal aberto em 2003.
Salvamento e resgate
Os esforços de salvamento e resgate levaram meses para serem completados. Levou semanas simplesmente para apagar o fogo que queimava nos escombros do WTC, e a limpeza só foi completada em Maio de 2002. Muitos fundos de ajuda foram organizados imediatamente para ajudarem as vítimas dos ataques. O objetivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorre.
Um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC. As forças liberadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas com restos de músculos ou dentes. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas teria os incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World trade Center recebeu alta do hospital.
Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as conseqüências ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos[5]. Os ataques liberaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos.[6] Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.
Seis meses depois do ataque, o 1,5 milhão de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimônias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.
Porque o WTC caiu?
Existe muita especulação do porque da queda das Torres Gêmeas do WTC, e a razão de tal queda ainda é debatida por arquitetos, engenheiros de estrutura e pelas agências governamentais americanas relacionadas. Certamente a força dos impactos das aeronaves nunca tiveram precendentes fora de campos de batalha, assim como o calor intenso resultante da queima de 91m3 (24.000 galões) de combustível de avião. Mas o design do WTC, com sua configuração não tradicional, leve, e basicamente oca deveria ter sido, de alguma forma, mais resistente ao fogo, a penentração e a falhas estruturais do que uma construção mais antiga.
Especulações e teorias da conspiração
Desde os ataques tem acontecido muita especulação sobre seu planejamento, em especial relacionada à possibilidade de haver mais seqüestradores que iriam executar o ataque. Muitas teorias da conspiração erariam também relacionadas aos ataques.
Vigésimo seqüestrador
Vinte e sete membros da al-Qaeda tentaram entrar nos Estados Unidos para participarem dos ataques de 11 de Setembro. No fim, apenas 19 participaram. Outros seqüestradores em potencial eram freqüentemente referidos como o "vigésimo seqüestrador".
Binalshibh aparentemente iria participar dos ataques, mas freqüentemente foi negado-lhe entrada nos Estados Unidos. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, mas lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Orlando em Agosto de 2001. Ele foi posteriormente capturado e aprisionado na Baia de Guantanamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaida tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no seqüestro.
Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confunda com o seqüestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan, Zakariyah Essabar, Ali Abdul Aziz Ali, e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.
Fonte: pt.wikipedia.org
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
11 de setembro
07:24
A Cultura Carioca


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