sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Barack Obama





Resumo da história de Barack Obama

Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, eleito[1] o 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. É senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro afro-americano a ser eleito presidente estadunidense. É também o único senador afro-americano na atual legislatura.

Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direitona Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente daHarvard Law Review.

Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Orgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000.

Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.
Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso Americano, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004. Em novembro, foi eleito Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois com 70% dos votos. Em 4 de janeiro de 2005assumiu o atual mandato, o qual tem duração até 2011.

Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assitência para militares americanos após o período de serviço.

Fonte: Wikipédia.
O povo americano tem muita esperança no seu presidente, vamos esperar para saber!

Ronaldinho Gaúcho

Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho Gaúcho ou Ronaldinho (Porto Alegre, 21 de março de 1980), é um futebolista brasileiro que atua como meia ou atacante. Atualmente, joga pelo Milan.
Uma de suas marcas registradas é o aspecto dentuço e por usar uma faixa na cabeça após adotar os cabelos longos, o que foi imitado por vários jogadores. É amplamente considerado como um dos futebolistas mais talentosos da sua geração.

Infância

Ronaldinho nasceu em 21 de março de 1980 na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Brasil. Na infância, a sua principal diversão era brincar com a bola, junto dos seus melhores amigos. Com sete anos começou a jogar na escola de futebol infantil do Grêmio Football Porto-Alegrense. Aos oito anos teve que suportar o falecimento do seu pai e recebeu apoio de sua mãe, irmã e de seu irmão mais velho como figura paterna.
Desde pequeno, Ronaldinho já demonstrava habilidade com a bola , como se pode ver em vídeos caseiros da sua família. Entre seus ídolos, além do seu irmão Assis, encontram-se Rivaldo e Ronaldo (com os quais ganhou a Copa do Mundo de 2002), Valdo, Romário, Zico, Rivelino, Maradona e Pelé.

Títulos

Grêmio
Campeonato Gaúcho: 1999
Copa Sul: 1999
Paris Saint-Germain
Copa Intertoto da UEFA: 2001
Barcelona
Supercopa da Espanha: 2005 e 2006
Campeonato Espanhol: 2004-05, 2005-06
Liga dos Campeões da UEFA: 2005-06
Seleção Brasileira
Mundial Sub-17: 1997
Copa América: 1999
Copa do Mundo: 2002
Copa das Confederações: 2005
Jogos Olímpicos: Bronze em 2008
Prêmios individuais
Revelação do ano no Campeonato Gaúcho: 1999
Melhor jogador da Copa das Confederações: 1999
Bola de Prata: 2000
Time da Copa do Mundo FIFA: 2002
FIFA 100
Melhor jogador do mundo pela FIFA: 2004 e 2005
World Soccer: 2004 e 2005
Melhor atacante da UEFA: 2004-05
Time do ano da UEFA: 2004, 2005 e 2006
FIFPro Word XI: 2004-05, 2005-06 e 2006-07
FIFPro World Player of the Year: 2004-05, 2005-06
Ballon d'Or: 2005
Onze d'Or: 2005
Melhor jogador da UEFA: 2005-06
Jogador da década da revista World Soccer: 2009
Golden Foot: 2009
Artilharias
Campeonato Gaúcho: 1999 (15 gols)
Copa das Confederações: 1999 (6 gols)
Torneio Pré-Olimpico (Sub-23): 2000 (9 gols)

Justin Bieber



Justin Bieber é um cantor canadense nascido em 1º de março de 1994. Até os 13 anos, ele não cantava profissionalmente, porém o garoto se tornou um sucesso quando passou a postar vídeos no Youtube com covers de cantores famosos. Nada disso foi proposital, Justin gostava de participar de concursos de canto e disponibilizou seus vídeos na rede para que sua família e sues amigos pudessem assistir suas apresentações e assim foi se tornando popular.

O que Justin não sabia, é que além dos seus entes queridos, outras pessoas estavam assistindo suas apresentações. Foi através do YouTube que seu empresário tomou conhecimento de seu talento e entrou em contato com a sua família para contratá-lo. Sete meses após ter começado a publicar seus vídeos na internet, o empresário de Justin o levou para Atlanta, EUA.

Justin além de possuir talento para cantar, ainda toca violão, piano, bateria e trompete, foram essas aptidões musicais que começaram a chamar a atenção das gravadoras. Em Atlanta, ele conheceu Usher seu grande ídolo. A princípio Usher não estava convencido do talento de Justin, porém poucos dias foram necessários para convencê-lo que estava a sua frente um grande talento.

Outros artistas como Justin Timberlake, tentaram contratar o menino prodígio, porém em Outubro de 2008, Bieber foi contratado oficialmente pela gravadora de Usher, a Island Def Jam. Seu álbum de estréia recebeu o nome de “My World” e contou com a produção de grandes nomes da música como The Dream e Tricky Stewart (que produziu Single Ladies).

Ao contrário do que se podia esperar, “My world” é um álbum bem maduro que mostra a visão de um jovem garoto que está se desenvolvendo para a fase adulta. Isso é fácil de perceber com as letras de musicas de Justin Bieber, a sutileza de algumas como “One Time” que fala sobre romance adolescente. Mas nem só de música água com açúcar é feita a carreira de Bieber, na música “First Dance” que Justin canta com Usher, o ritmo dançante fica mais evidente e a temática sexual também.

Na música “Down to Earth” Justin fala sobre crescer e sobre quais são as etapas e os sofrimentos que um adolescente passa para atingir a fase adulta. Recentemente ele disse em uma entrevista “Acho que posso crescer como um artista e meus fãs crescerão comigo.” E quem não gostaria de crescer com um jovem tão maduro quanto ele.

Rebelde(RBD)


RBD é um grupo que surgiu no ano de 2004, dentro da novela “Rebelde”, integrado pelos seus protagonistas: Anahí, Dulce, Maite, Alfonso, Christian e Christopher. Mas, logo sairia da fantasia da série de TV, para escrever no mundo da música pop em espanhol, uma realidade que vai além da ficção.

Seu disco de estréia “Rebelde” alcançou grandes sucessos nas rádios mexicanas, como: “Rebelde”, “Sólo Quédate En Silencio”, “Sálvame” e “Un Poco De Tu Amor”. Além disso, logo se transformou em Disco de Ouro, depois Disco de Platina e recentemente adquiriu o Disco de Diamante, por mais de 500.000 cópias vendidas no México.

Junto a turnê mexicana “Tour Generación RBD En Vivo”, foi lançado o um CD e um DVD, em que além dos temas AO VIVO do primeiro disco “Rebelde”, estão incluidos também dois medleys pop/rock do anos 80 e novas canções do grupo, como: “Una Canción” e “Liso, Sensual”. RBD se tornou merecedor, no México, do Disco de Platina, por este cd ao vivo.

Com quase um ano de seu surgimento, RBD lança no mercado seu segundo CD, contendo músicas inéditas: “Nuestro Amor”. Um disco em que mostra a evolução que o grupo RBD conseguiu desde que surgiu, com 14 temas, entre os quais se encontram: “Nuestro Amor” (primeiro single e tema de abertura da segunda temporada da novela “Rebelde”) e outras canções, como: "Me Voy", "Feliz Cumpleaños", "Este Corazón", "Así Soy Yo", "Aun Hay Algo", "A Tu Lado", "Fuera", "Qué Fue Del Amor", "Qué Hay Detrás", "Trás De Mí", "Sólo Para Ti", "Una Canción" e "Liso, Sensual".

Após vender por volta de 127 mil cópias, surpreendentemente o disco “Nuestro Amor” ganhou Disco de Platina em apenas 7 horas, no dia de seu lançamento no México.

RBD, um grupo que saiu da ficção de uma novela para quebrar esquemas no mundo da música. Sem dúvida, o grupo de música Pop mais famoso do momento e do qual seguiremos sabendo grandes coisas.

Fonte :http://www.rebelde.cl.eti.br/
 


Beyoncé

Quem não conhece ou já ouviu falar na cantora mais famosa do mundo Beyoncé Giselle Knowles que nasceu no dia 04 de setembro de 1981 na cidade de Houston nos Estados Unidos, que além de ser cantora, Beyoncé também é compositora, dançarina, produtora e atriz. A história profissional de Beyoncé começou como vocalista no antigo grupo feminino R&b, no qual a cantora entrou para a fama no ano de 1997 e conseguiu vender 50 milhões de copias, e foi assim que sua história começou a ter fama. Beyoncé Além de conseguir com seu talento concretizar e conquistar sonhos e prêmios que ninguém foi capaz de chegar, também conquistou o coração de muitas pessoas aqui no Brasil, a final ela tem uma beleza encantadora e um corpo pra lá de perfeito. Agora que você já sabe um pouco sobre a história de Beyoncé tenho certeza que vai querer ser fã dessa cantora que mais faz sucesso em toda parte do mundo.


Lady Gaga

Nascida em 28 de março de 1986, Stefani Joanne Angeline Germanotta queria uma vida mais interessante do que a vida prometia, assim surgiu Lady Gaga. A história da cantora é recheada de curiosidades, porém ao contrário do que todos pensam ela não nasceu maluca e levava uma vida bem normalzinha na ilha de Manhattan, quando ao 17 anos foi admitida na escola de artes da Universidade de Nova York.

Foi na universidade que Lady Gaga começou a desenvolver melhor seu talento artístico se envolvendo com arte, política e religião. Mas para ser uma cantora de sucesso são necessários esforços e logo ela largou a faculdade para correr atrás de encontrar seu destino. Aos 19 anos Gaga foi contratada por uma grande gravadora, tudo parecia certo, mas o sonho durou pouco, após 3 meses ela foi demitida.

Não desistindo do seu objetivo, ela começou a fazer apresentações nos bares do sudeste de Nova York, embora ainda fosse morena e discreta, já impressionava o público com sua voz e personalidade. A coisa ficou diferente o produtor Rob Fusari, a ouviu cantar “Radio Ga Ga” do Queen e comparou sua voz a de Freddie Mercury. Logo o apelido Gaga pegou e nascia ali uma cantora de sucesso.

Lady Gaga foi moldando a sua personalidade musical ao perceber que podia juntar Glam Rock com Pop e em 2007 já compunha músicas para artista como Fergie, Pussycat Dolls, New Kids On The Block e Britney Spears. Akon pode ser considerado o padrinho de sua carreira, já que ao ver Gaga cantar, resolveu que ela era uma ótima cantora e que a gravadora Interscope Records precisava contratá-la.
A sua primeira música gravada foi “Boys Boys Boys”, porém foi em 2008, quando ela lançou “Poker Face” que sua carreira deslanchou. Ao ouvi-la todos tinham a impressão que “Poker Face” era um pop inovador, nunca visto antes e o clipe ainda trazia uma loira exótica com uma roupa lunática. Em poucas semanas a cantora se tornou um fenômeno, todos queriam saber um pouco mais sobre aquela figura misteriosa. A artista apareceu em diversas capas de revista que falavam de sua vida, seu potencial e seu estilo.


Para confirmar as previsões de que ela era uma grande promessa da música, Gaga lançou “Paparazzi” e o sucesso “Bad Romance”. As letras de músicas de Lady Gagafazem tanto sucesso quanto suas melodias e clipes malucos. O clipe de “Bad Romance” era tão insano quanto a artista poderia imaginar, em pouco tempo se espalhou pela internet com dezenas de versões engraçadas lançadas por fãs no YouTube.
Quando todos acharam que não viria nada tão surpreendente, a cantora surge com a música Alejandro e novamente se torna assunto em todos os lugares, provando que nós estamos presenciando o nascimento de uma grande artista do pop mundial.

Crack Mata

O crack é preparado a partir da extração de uma substância alcaloide da planta Erythroxylon coca, encontrada na América Central e América do Sul. Chamada benzoilmetilecgonina, esse alcaloide é retirado das folhas da planta, dando origem a uma pasta: o sulfato de cocaína. Chamada, popularmente, de crack, tal droga é fumada em cachimbos.

Cerca de cinco vezes mais potente que a cocaína, sendo também relativamente mais barata e acessível que outras drogas, o crack tem sido cada vez mais utilizado, e não somente por pessoas de baixo poder aquisitivo, e carcerários, como há alguns anos. Ele está, hoje, presente em todas as classes sociais e em diversas cidades do país. Assustadoramente, cerca de 600.000 pessoas são dependentes, somente no Brasil.


Tal substância faz com que a dopamina, responsável por provocar sensações de prazer, euforia e excitação, permaneça por mais tempo no organismo. Outra faceta da dopamina é a capacidade de provocar sintomas paranoicos, quando se encontra em altas concentrações.

Perseguindo esse prazer, o indivíduo tende a utilizar a droga com maior frequência. Com o passar do tempo, o organismo vai ficando tolerante à substância, fazendo com que seja necessário o uso de quantidades maiores da droga para se obter os mesmos efeitos. Apesar dos efeitos paranoicos, que podem durar de horas a poucos dias e pode causar problemas irreparáveis, e dos riscos a que está o sujeito; o viciado acredita que o prazer provocado pela droga compensa tudo isso. Em pouco tempo, ele virará seu escravo e fará de tudo para tê-la sempre em mãos. A relação destas pessoas com o crime, por tal motivo, é muito maior do que em relação às outras drogas; e o comportamento violento é um traço típico.

Neurônios vão sendo destruídos, e a memória, concentração e autocontrole são nitidamente prejudicados. Cerca de 30% dos usuários perdem a vida em um prazo de cinco anos - ou pela droga em si ou em consequência de seu uso (suicídio, envolvimento em brigas, “prestação de contas” com traficantes, comportamento de risco em busca da droga – como prostituição, etc.). Quanto a este último exemplo, tal comportamento aumenta os riscos de se contrair AIDS e outras DSTs e, como o sistema imunológico dos dependentes se encontra cada vez mais debilitado, as consequências são preocupantes.

Superar o vício não é fácil e requer, além de ajuda profissional, muita força de vontade por parte da pessoa, e apoio da família. Há pacientes que ficam internados por muitos meses, mas conseguem se livrar dessa situação.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

1° Guerra Mundial

Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta experimentava um tempo de progresso econômico e tecnológico. Confiantes de que a civilização atingira o ápice de suas potencialidades, os países ricos viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas. Entretanto, todo esse otimismo encobria um sério conjunto de tensões.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.

Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de uma intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.

Outra importante experiência ligada a esse clima de rivalidade pôde ser observada com o desenvolvimento da chamada “política de alianças”. Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.

Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914. Utilizando da disputa política pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

fonte: Brasil Escola

Revolução industrial

SÉCULO XVIII

A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica.

A Revolução Industrial aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII.
Etapas da industrialização
Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial:
1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor.
1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Ale­manha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O trans­porte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.
1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica.
Artesanato, manufatura e maquinofatura
O artesanato, primeira forma de produção industrial, surgiu no fim da Idade Média com o renascimento comercial e urbano e definia-se pela produção independente; o produtor possuía os meios de produção: instalações, ferramentas e matéria-prima. Em casa, sozinho ou com a família, o artesão realizava todas as etapas da produção.
A manufatura resultou da ampliação do consumo, que levou o artesão a aumentar a produção e o comerciante a dedicar-se à produção industrial. O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o arte­são trabalhava em casa, recebendo pagamento combinado. Esse comerciante passou a produzir. Primeiro, contratou artesãos para dar acabamento aos tecidos; depois, tingir; e tecer; e finalmente fiar. Surgiram fábricas, com assalariados, sem controle sobre o produto de seu trabalho. A produtividade aumentou por causa da divisão social, isto é, cada trabalhador realizava uma etapa da produção.
Na maquinofatura, o trabalhador estava sub­metido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a Revolução Industrial.
O pioneirismo inglês
Quatro elementos essenciais concorreram para a industrialização: capital, recursos naturais, mercado, transformação agrária.

Na base do processo, está a Revolução Inglesa do século XVII. Depois de vencer a monarquia, a burguesia conquistou os merca­dos mundiais e transformou a estrutura agrária. Os ingleses avançaram sobre esses mercados por meios pacíficos ou militares. A hegemonia naval lhes dava o controle dos mares. Era o mercado que comandava o ritmo da produção, ao contrário do que aconteceria depois, nos países já industrializados, quando a produção criaria seu próprio mercado.
Até a segunda metade do século XVIII, a grande indústria inglesa era a tecelagem de lã. Mas a primeira a mecanizar-se foi a do algodão, feito com matéria-prima colonial (Estados Uni­dos, Índia e Brasil). Tecido leve, ajustava-se aos mercados tropicais; 90% da produção ia para o exterior e isto representava metade de toda a exportação inglesa, portanto é possível perceber o papel determinante do mercado externo, principalmente colonial, na arrancada industrial da Inglaterra. As colônias contribuíam com matéria-prima, capitais e consumo.

Os capitais também vinham do tráfico de escravos e do comércio com metrópoles colonialistas, como Portugal. Provavelmente, metade do ouro brasileiro acabou no Banco da Inglaterra e financiou estradas, portos, canais. A disponibilidade de capital, associada a um sistema bancário eficiente, com mais de quatrocentos bancos em 1790, explica a baixa taxa de juros; isto é, havia dinheiro barato para os empresários.

Depois de capital, recursos naturais e merca­do, vamos ao quarto elemento essencial à industrialização, a transformação na estrutura agrária após a Revolução Inglesa. Com a gentry no poder, dispararam os cercamentos, autorizados pelo Parlamento. A divisão das terras coletivas beneficiou os grandes proprietários. As terras dos camponeses, os yeomen, foram reunidas num só lugar e eram tão poucas que não lhes garantiam a sobrevivência: eles se transforma­ram em proletários rurais; deixaram de ser ao mesmo tempo agricultores e artesãos.

Duas conseqüências se destacam: 1) diminuiu a oferta de trabalhadores na indústria doméstica rural, no momento em que ganhava impulso 0 mercado, tornando-se indispensável adotar nova forma de produção capaz de satisfazê-lo; 2) a proletarização abriu espaço para o investimento de capital na agricultura, do que resultaram a especialização da produção, o avanço técnico e o crescimento da produtividade.
A população cresceu, o mercado consumidor também; e sobrou mão-de-obra para os centros industriais.
Mecanização da Produção
As invenções não resultam de atos individuais ou do acaso, mas de problemas concretos coloca­dos para homens práticos. O invento atende à necessidade social de um momento; do contrário, nasce morto. Da Vinci imaginou a máquina a vapor no século XVI, mas ela só teve aplicação no ,século XVIII.

Para alguns historiadores, a Revolução Industrial começa em 1733 com a invenção da lançadeira volante, por John Kay. O instrumento, adaptado aos teares manuais, aumentou a capacidade de tecer; até ali, o tecelão só podia fazer um tecido da largura de seus braços. A invenção provocou desequilíbrio, pois começa­ram a faltar fios, produzidos na roca. Em 1767, James Hargreaves inventou a spinning jenny, que permitia ao artesão fiar de uma só vez até oitenta fios, mas eram finos e quebradiços. A water frame de Richard Arkwright, movida a água, era econômica mas produzia fios grossos. Em 1779, S Samuel Crompton combinou as duas máquinas numa só, a mule, conseguindo fios finos e resistentes. Mas agora sobravam fios, desequilíbrio corrigido em 1785, quando Edmond Cartwright inventou o tear mecânico.

Cada problema surgido exigia nova invenção. Para mover o tear mecânico, era necessária uma energia motriz mais constante que a hidráulica, à base de rodas d’água. James Watt, aperfeiçoando a máquina a vapor, chegou à máquina de movi­mento duplo, com biela e manivela, que transformava o movimento linear do pistão em movimento circular, adaptando-se ao tear.
Para aumentar a resistência das máquinas, a madeira das peças foi substituída por metal, o que estimulou o avanço da siderurgia. Nos Esta­dos Unidos, Eli Whitney inventou o descaroça­dor de algodão.
Revolução Social
A Revolução Industrial concentrou os trabalhadores em fábricas. O aspecto mais importante, que trouxe radical transformação no caráter do trabalho, foi esta separação: de um lado, capital e meios de produção (instalações, máquinas, matéria-prima); de outro, o trabalho. Os operários passaram a assalariados dos capitalistas (donos do capital).

Uma das primeiras manifestações da Revolução foi o desenvolvimento urbano. Londres chegou ao milhão de habitantes em 1800. O progresso deslocou-se para o norte; centros como Manchester abrigavam massas de trabalhadores, em condições miseráveis. Os artesãos, acostumados a controlar o ritmo de seu trabalho, agora tinham de submeter-se à disciplina da fábrica. Passaram a sofrer a concorrência de mulheres e crianças. Na indústria têxtil do algodão, as mulheres formavam mais de metade da massa trabalhadora. Crianças começavam a trabalhar aos 6 anos de idade. Não havia garantia contra acidente nem indenização ou pagamento de dias para­dos neste caso.

A mecanização desqualificava o trabalho, o que tendia a reduzir o salário. Havia freqüentes paradas da produção, provocando desemprego. Nas novas condições, caíam os rendimentos, contribuindo para reduzir a média de vida. Uns se entregavam ao alcoolismo. Outros se rebelavam contra as máquinas e as fábricas, destruídas em Lancaster (1769) e em Lancashire (1779). Proprietários e governo organizaram uma defesa militar para proteger as empresas.

A situação difícil dos camponeses e artesãos, ainda por cima estimulados por idéias vindas da Revolução Francesa, levou as classes dominantes a criar a Lei Speenhamland, que garantia subsistência mínima ao homem incapaz de se sustentar por não ter trabalho. Um imposto pago por toda a comunidade custeava tais despesas.

Havia mais organização entre os trabalhadores especializados, como os penteadores de lã. Inicialmente, eles se cotizavam para pagar o enterro de associados; a associação passou a ter caráter reivindicatório. Assim surgiram as tradeunions, os sindicatos. Gradativamente, conquistaram a proibição do trabalho infantil, a limitação do trabalho feminino, o direito de greve.

Fonte: www.culturabrasil.pro.br

11 de setembro

Os Ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda seqüestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra Ataques de 11 de Setembro do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, em Arlington County, Virgínia, próximo à capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião seqüestrado foi intencionalmente derrubado em um campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.

Esse foi o primeiro ataque altamente letal de uma força estrangeira em território americano desde a Guerra de 1812. Com um saldo de mortes próximos a 3000, esse ataque excedeu o saldo de aproximadamente 2400 mortos do ataque surpresa dos japoneses a Pearl Harbor em 1941.

Os ataques

Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91m3 (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O vôo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC). Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o vôo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul. O vôo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local (13:37:46). O quarto avião seqüestrado, o vôo 93 da United Airlines, foi derrubado em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) quando os sequestradores foram confrontados pelos passageiros revoltosos. Nenhum dos ocupantes dos aviões seqüestrados sobreviveu.

Os mortos foram milhares: 265 nos aviões; ao menos 2602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center; e 125 no Pentágono. Ao menos 2992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gêmeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.

Alguns prassageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefônicas dos vôos condenados (veja Comunicação durante os ataques de 11 de Setembro). Eles relatavam que vários seqüestradores estavam em cada avião. Um total de 19 seqüestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos vôos, quatro no vôo 93 da United. Segundo informações, os seqüestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as atendentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No vôo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os seqüestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, como gás lacrimogêneo ou spray de pimenta para manter os passageiros longe da primeira classe nos vôos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.

A quarta aeronave

Especula-se que o alvo dos seqüestradores da quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, eram o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos seqüestradores, e que como chacoalhar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os seqüestradores derrubaram o avião em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Há também a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em vôo pela força aérea estadunidense. Esta notícia foi divulgada no início, mas depois foi suprimida dos noticiários. O padrão de detroços da quarta aeronave indica uma possível explosão no ar, resultado de uma ação de abate provocada por míssil ar-ar. A difícil decisão para abater a aeronave civil, com vidas estadunidenses a bordo teria partido do presidente Bush, que se viu na contigência de ordenar o ataque e derrubar a aeronave sobre uma aérea desabrigada ou esperar que o ataque fosse efetivado e mais vidas serem perdiadas no solo, além das que estavam a bordo.

11 de Setembro

Normalmente as pessoas se referem aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os vôos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um vôo mais fácil de ser seqüestrado.

Responsabilidade

Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa idéia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelenses contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a idéia surgiu na minha mente."

O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De fato, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. [1] A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contatos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial; entretanto foi descoberto que a al-Qaeda tinha conexões com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990.

Conseqüências do 11 de Semtebro

Medidas de Segurança e Militares

Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de Guerra contra o Terror ou Guerra contra o Terrorismo. O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas econômicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levou ao aumento o foco na segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.

De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países em um alto grau de alerta contra ataques subseqüentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais vindo serem afetados por fechamentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civíl foi proibída de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.

Reação Internacional

Os ataques tabém tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante ações para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos terroristas). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruirem células supostamennte terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controvérso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubado. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um ativista mulçumano britânico conhecido por seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou ao secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.

Os ataques levaram a várias cerimônias em memória às vítimas dos ataques por todo o mundo. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU[4].

As reações aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única exceção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Oriente Médio.

Reação da População Norte-Americana

Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, lhe garantiu enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantêm um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidenteGeorge W. Bush.

Conseqüências econômicas

Os ataques tiveram impactos significativos nos mercasdos dos Estados Unidos e mundial. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, oAmerican Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até 17 de Setembro. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mas as empresas participantes, consumidores e mercados foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos à instalação de chaveamento telefônico próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de ações reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1993, o índice do mercado de ações Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, sua maior queda em um único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), sua maior queda em uma semana na história. O mercado de ações americano perdeu 1,2 trilhão de dólares em valor em uma semana.

Processos contra seguradoras e contra as empresas de transporte aéreo

O ataque terrorista ao World Trade Center levou ao maior processo contra seguradoras relacionado ao terrorismo jamais visto, com muitas seguradoras por todo o mundo tentando diminuir o impacto do ataque em suas rendas. Em Abril de 2004, uma Corte Distrital americana rejeitou o pedido feito pelo administrador do World Trade Center, que dois aviões atingindo as Torres Gêmeas deveria ser considerados, segundo os termos da sua apólice, como dois incidentes separados, o que o tornava apto a reembolso de prêmios de 7 bilhões de dólares. A seguradora Swiss Reinsurance Co. e outras conseguiram convencer que os ataques a Nova Iorque foram apenas um incidente e que Silverstein era apto apenas a 3,5 bilhões de dólares.

Em 2003, O Juiz Distrital dos Estados Unidos Alvin Hellerstein aceitou ouvir um caso público contra as três companhias de vôo, as seguradoras dos aeroportos ICTS International NV e [[Pinkerton], os donos do World trade Center e contra a Boeing. O caso foi levado pelos feridos no ataque, parentes dos mortos e entidades que sofreram danos. Em Setembro de 2004, pouco antes da expiração do prazo legal de três anos para processos por perdas e danos, as seguradoras do World Trade Center processaram a American Airlines, a United Airlines, e a empresa de segurança do aeroporto Pinkerton, alegando que sua negligência permitiu que os aviões fossem seqüestrados. Como o Air Transportation Act aprovado após os ataques de 11 de September limita a responsabilidade da companhia aérea, dos produtores de aviões e dos aeroportos em sua cobertura de seguro, esse caso pode muito bem ser consolidade com o caso principal aberto em 2003.

Salvamento e resgate

Os esforços de salvamento e resgate levaram meses para serem completados. Levou semanas simplesmente para apagar o fogo que queimava nos escombros do WTC, e a limpeza só foi completada em Maio de 2002. Muitos fundos de ajuda foram organizados imediatamente para ajudarem as vítimas dos ataques. O objetivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorre.

Um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC. As forças liberadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas com restos de músculos ou dentes. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas teria os incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World trade Center recebeu alta do hospital.

Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as conseqüências ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos[5]. Os ataques liberaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos.[6] Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.

Seis meses depois do ataque, o 1,5 milhão de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimônias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.

Porque o WTC caiu?

Existe muita especulação do porque da queda das Torres Gêmeas do WTC, e a razão de tal queda ainda é debatida por arquitetos, engenheiros de estrutura e pelas agências governamentais americanas relacionadas. Certamente a força dos impactos das aeronaves nunca tiveram precendentes fora de campos de batalha, assim como o calor intenso resultante da queima de 91m3 (24.000 galões) de combustível de avião. Mas o design do WTC, com sua configuração não tradicional, leve, e basicamente oca deveria ter sido, de alguma forma, mais resistente ao fogo, a penentração e a falhas estruturais do que uma construção mais antiga.

Especulações e teorias da conspiração

Desde os ataques tem acontecido muita especulação sobre seu planejamento, em especial relacionada à possibilidade de haver mais seqüestradores que iriam executar o ataque. Muitas teorias da conspiração erariam também relacionadas aos ataques.

Vigésimo seqüestrador

Vinte e sete membros da al-Qaeda tentaram entrar nos Estados Unidos para participarem dos ataques de 11 de Setembro. No fim, apenas 19 participaram. Outros seqüestradores em potencial eram freqüentemente referidos como o "vigésimo seqüestrador".


Binalshibh aparentemente iria participar dos ataques, mas freqüentemente foi negado-lhe entrada nos Estados Unidos. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, mas lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Orlando em Agosto de 2001. Ele foi posteriormente capturado e aprisionado na Baia de Guantanamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaida tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no seqüestro.

Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confunda com o seqüestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan, Zakariyah Essabar, Ali Abdul Aziz Ali, e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.

Fonte: pt.wikipedia.org

Alzheimer, um mal silencioso

Ao chegar à terceira idade, a perda de memória ou confusão mental pode parecer algo natural desta fase da vida. Porém esta avaliação está errada e pode retardar a identificação e o tratamento de um mal que assola cada vez mais pessoas no mundo todo: a Doença de Alzheimer.


De acordo com o Relatório Mundial da Doença de Alzheimer de 2009, da Alzheimers Disease International (ADI), mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo sofrerão de demência em 2010. O novo relatório foi divulgado em 21 de setembro, o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

Descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome, este mal é uma síndrome causada por doença cerebral e se caracteriza por uma deterioração progressiva e global das habilidades intelectuais, incluindo a memória, aprendizado, orientação, linguagem, compreensão e o julgamento, sendo fatal. Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação. Afeta principalmente pessoas mais velhas, especialmente maiores de 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também nos mais novos. Esta é a causa mais comum de demência, uma das maiores causas de invalidez na velhice.

Atualmente a sua causa ainda é desconhecida. Entretanto, sabe-se que não é causada por endurecimento das artérias, pouco ou muito uso do cérebro, sexo, infecções, envelhecimento, exposição ao alumínio ou a outro metal, como era imaginado antigamente.
Atualmente não parecem existir provas para acreditar que qualquer medida de prevenção é definitivamente bem sucedida contra o Alzheimer. No entanto, estudos indicam relações entre factores alteráveis como dietas, risco cardiovascular, uso de produtos farmacêuticos ou atividades intelectuais e a probabilidade de seu desenvolvimento na população.

Cada pessoa é afetada de diferentes maneiras. Não existe um padrão único de evolução para todos os vitimados pela doença. A determinação de estágios ou fases serve como guia para verificar a progressividade da doença e ajudar os familiares/cuidadores a conhecerem os problemas potenciais, permitindo assim que seja feito um planejamento das necessidades futuras.

Estágio Inicial: é freqüentemente negligenciado e incorretamente considerado como “processo normal do envelhecimento”. Como o desenvolvimento da doença é gradual, fica difícil identificar exatamente o seu início. Neste estágio, a pessoa pode apresentar dificuldades com linguagem, desorientação de tempo e espaço, dificuldades para tomar decisões, dificuldades para lembrar fatos recentes, perda de iniciativa e motivação, sinais de depressão, perda de interesse nos hobbies e outras atividades.

Estágio Intermediário: com o progresso da doença, os problemas se tornam mais evidentes e restritivos. A pessoa tem dificuldades com as atividades do dia-a-dia, além de esquecimento de fatos recentes e nomes das pessoas; maior dificuldade em administrar a casa ou negócios; necessita assistência na higiene pessoal; maior dificuldade na comunicação verbal; apresentar problemas de vagância (andar sem parar) e alterações de humor e de comportamento como agitação, agressividade, que pode ser física e/ou verbal), delírios (acreditar que está sendo roubado, que é traído pelo cônjuge, etc.), apatia, depressão, ansiedade, desinibição (despir-se em público, indiscrições sexuais, linguagem maliciosa, etc.).

Estágio Avançado: a dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. O portador de Alzheimer pode apresentar dificuldades para alimentar-se de forma independente, não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos, dificuldade em entender o que acontece ao seu redor, dificuldade de locomoção, incontinência urinaria e fecal, comportamento inadequados em público, agressividade e agitação.

A Doença de Alzheimer não tem cura. Algumas medicações específicas podem retardar a progressão da doença; outras podem ajudar a minimizar a freqüência e a gravidade dos distúrbios de humor e comportamento. Uma série de atividades poderá ser desenvolvida pelo portador e junto a ele, estimulando-o e preservando habilidades atuais, facilitando assim o dia-a-dia do familiar/cuidador. Ou seja, o tratamento é focado nos sintomas, e as drogas têm bons efeitos por um ou mais anos.

Os familiares têm um papel fundamental no diagnóstico correto da doença ao perceber as mudanças de comportamento e encaminhar o paciente a um geriatra, psiquiatra ou neurologista. Identificada a doença, eles assumem a importante função de cuidadores, podendo auxiliar em atividades cotidianas e no controle do tratamento. Com a terapia adequada e o apoio da família, é possível controlar os sintomas e proporcionar melhor qualidade de vida a todos. Para cuidar, é preciso vencer o preconceito.

SINAIS DE ALERTA

Não pense que “caducar” é uma falha normal que surge com o avanço da idade. Se você ou um familiar apresentarem uma ou mais das características abaixo, um médico deve ser consultado.

• Problemas de memória que trazem prejuízo e atrapalham as atividades diárias. Por exemplo, quando o idoso esquece frequentemente onde deixou as chaves;
• Costuma colocar os objetos nos lugares errados: copos e talheres na estante de livros ou na bolsa de pertences pessoais;
• A comunicação torna-se uma atividade difícil, e a pessoa não consegue se expressar ou entender corretamente o que os outros estão dizendo;
• Perda da orientação no tempo e no espaço. O paciente se perde com frequência quando está passeando na rua ou costuma não saber em que dia da semana está;
• O paciente fica muito tempo parado e não toma mais a iniciativa para realizar atividades de que sempre gostou, como ler ou assistir a jogos de futebol na TV.
• Tarefas diárias e rotineiras, como almoçar sozinho ou mesmo tomar banho, tornam-se difíceis.
• Perda da capacidade de juízo e crítica – a pessoa não consegue mais emitir opiniões coerentes sobre um assunto;
• O paciente fica com o raciocínio mais lento e confuso, misturando nomes e eventos do passado;
• O transtorno de comportamento é um sinal forte. Por exemplo, sair de um momento de alegria para uma explosão de agressividade;
• Mudança na personalidade. O paciente que costumava ser uma pessoa atenciosa e amável torna-se mal-humorado e rabugento.

Obesidade

O que é a obesidade


A obesidade representa um problema caracterizado por um excessivo acúmulo de gordura nos tecidos. Se trata de um distúrbio que, além dos problemas de natureza estética e psicológica, constitui um importante risco para a saúde, e quando não corrigido, danifica o coração, as artérias (sobretudo as coronárias), o fígado, as articulações, o sistema endócrino. Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso corpóreo supera 20% do peso considerado ideal.

A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida pelo equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de calorias queimadas pelo organismo.

Quando essa combinação se desequilibra e a quantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias em excesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situação persiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade.


Depressão tem cura

Generalidades
Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.


Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.



Como é?
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

Perda de energia ou interesse
Humor deprimido
Dificuldade de concentração
Alterações do apetite e do sono
Lentificação das atividades físicas e mentais
Sentimento de pesar ou fracasso
Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.



Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

Pessimismo
Dificuldade de tomar decisões
Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
Irritabilidade ou impaciência
Inquietação
Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
Chorar à-toa
Dificuldade para chorar
Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
Dificuldade de terminar as coisas que começou
Sentimento de pena de si mesmo
Persistência de pensamentos negativos
Queixas freqüentes
Sentimentos de culpa injustificáveis
Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual


Diferentes tipo de depressão
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.



Depressão e doenças cardíacas
Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.



Depressão no paciente com câncer
A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.
Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.
Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.



A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.



Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Última Atualização: 8-10-2004
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Severe Depression is Associated with Markedly Reduced Heart Rate?
Phillis K Stein Psychiatry Research 2001; 104: 175-181
Symptoms of Atypical Depression

Anorexia



O que é?
Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como "gordo". Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.
O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes.
Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém "normal" pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno mas deve ser levado muito a sério pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hostpital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.



Como é o paciente com anorexia?
O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações. Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçadamente e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental.
Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.
Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.
Há dois tipos de pacientes com anorexia. Aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüetarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.


Qual o curso dessa patologia?
A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.



Sobre quem a anorexia costuma incidir?
As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.



Tratamento
O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.
Última Atualização: 15-10-2004
Fontes Liv 01 Liv 14 Eur. Psychiatry 2001: 16, 232-8
The Prognostic Value of Initial EDI scores in Anorexia Nervosa
C. Bizeul

Diabetes



Devidamente tratada, a diabetes não impede o doente de ter uma vida perfeitamente normal e autónoma. Contudo, é fundamental que o diabético se ajude a si mesmo, autocontrolando a sua doença. Aliás, se o doente for determinado neste papel de autovigilância, a sua vida ficará muito facilitada.

O que é a diabetes?
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.

Quem está em risco de ser diabético?
A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens. No entanto, há grupos de risco com fortes probabilidades de se tornarem diabéticos:
Pessoas com familiares directos com diabetes;
Homens e mulheres obesos;
Homens e mulheres com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol no sangue;
Mulheres que contraíram a diabetes gestacional na gravidez;
Crianças com peso igual ou superior a quatro quilogramas à nascença;
Doentes com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas.

Quais são os sintomas típicos da diabetes?
Nos adultos - A diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas:
Urinar em grande quantidade e muitas mais vezes, especialmente durante a noite (poliúria);
Sede constante e intensa (polidipsia);
Fome constante e difícil de saciar (polifagia);
Fadiga;
Comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais;
Visão turva.
Nas crianças e jovens - A diabetes é quase sempre do tipo 1 e aparece de maneira súbita, sendo os sintomas muito nítidos. Entre eles encontram-se:
Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama;
Ter muita sede;
Emagrecer rapidamente;
Grande fadiga, associada a dores musculares intensas;
Comer muito sem nada aproveitar;
Dores de cabeça, náuseas e vómitos.

É importante ter presente que os sintomas da diabetes nas crianças e nos jovens são muito nítidos. Nos adultos, a diabetes não se manifesta tão claramente, sobretudo no início, motivo pelo qual pode passar despercebida durante alguns anos.

Os sintomas surgem com maior intensidade quando a glicemia está muito elevada. E, nestes casos, podem já existir complicações (na visão, por exemplo) quando se detecta a doença.

Como se diagnostica a diabetes?
Se sentir alguns ou vários dos sintomas deve consultar o médico do centro de saúde da sua área de residência, o qual lhe pedirá para realizar análises ao sangue e à urina.

Pode ser diabético...
Se tiver uma glicemia ocasional de 200 miligramas por decilitro ou superior com sintomas;
Se tiver uma glicemia em jejum (oito horas) de 126 miligramas por decilitro ou superior em duas ocasiões separadas de curto espaço de tempo.

Que tipos de diabetes existem?
Diabetes Tipo 2 (Diabetes Não Insulino-Dependente) - É a mais frequente (90 por cento dos casos).
O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à acção da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos.
Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adopção duma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a actividade física regular.
Caso não consiga controlar a diabetes através de dieta e actividade física regular, o doente deve recorrer a medicação específica e, em certos casos, ao uso da insulina. Neste caso deve consultar sempre o seu médico.
Diabetes Tipo 1 (Diabetes Insulino-Dependente) - É mais rara.
O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em qualidade deficiente ou ambas as situações. Como resultado, as células do organismo não conseguem absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina.
Contrariamente à diabetes tipo 2, a diabetes tipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos.
Não está directamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir, devendo ser acompanhados em permanência pelo médico e outros profissionais de saúde.
Diabetes Gestacional - Surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as grávidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo.
A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detectada a hiperglicemia, seja corrigida com a adopção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas para a mãe e para o bebé.
Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.

Outras complicações associadas à diabetes
Retinopatia - lesão da retina;
Nefropatia - lesão renal;
Neuropatia - lesão nos nervos do organismo;
Macroangiopatia - doença coronária, cerebral e dos membros inferiores;
Hipertensão arterial;
Hipoglicemia - baixa do açúcar no sangue;
Hiperglicemia - nível elevado de açúcar no sangue;
Lípidos no sangue - gorduras no sangue;
Pé diabético - arteriopatia, neuropatia;
Doenças cardiovasculares - angina de peito, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais;
Obstrução arterial periférica - perturbação da circulação, por exemplo nas pernas e nos pés;
Disfunção e impotência sexual - a primeira manifesta-se de diferentes formas em ambos os sexos;
Infecções diversas e persistentes - boca e gengivas, infecções urinárias, infecções das cicatrizes depois das cirurgias.

Como se trata a diabetes?
Diabetes tipo 1 – Os doentes podem ter uma vida saudável, plena e sem grandes limitações, bastando que façam o tratamento prescrito pelo médico correctamente.
O objectivo do tratamento é manter o açúcar (glicose) no sangue o mais próximo possível dos valores considerados normais (bom controlo da diabetes) para que se sintam bem e sem nenhum sintoma da doença. Serve ainda para prevenir o desenvolvimento das manifestações tardias da doença e ainda para diminuir o risco das descompensações agudas, nomeadamente da hiperglicemia e da cetoacidose (acidez do sangue).
Este tratamento, que deve ser acompanhado obrigatoriamente pelo médico de família, engloba três vertentes fundamentais: adopção de uma dieta alimentar adequada, prática regular de exercício físico e o uso da insulina.
Diabetes tipo 2 - O tratamento é semelhante mas, devido à menor perigosidade da doença, a maioria das vezes basta que a alimentação seja adequada e que o exercício físico passe a fazer parte da rotina diária para que, com a ajuda de outros medicamentos específicos (que não a insulina), a diabetes consiga ser perfeitamente controlada pelo doente e pelo médico.
Os medicamentos usados no tratamento deste tipo de diabetes são geralmente fármacos (comprimidos) que actuam no pâncreas, estimulando a produção de insulina.
Seguindo uma alimentação correcta e adequada, praticando exercício físico diário e respeitando a toma dos comprimidos indicada pelo médico, um doente com diabetes tipo 2 garante a diminuição do risco de tromboses e ataques cardíacos; a prevenção de doenças nos olhos e nos rins e da má circulação nas pernas e nos pés, factor que diminui significativamente o risco de amputações futuras.

O que é a insulina?
A insulina é uma hormonal hipoglicemiante segregada pelas células beta dos ilhéus de Langerhans do pâncreas, que é usada no tratamento dos doentes diabéticos. Pode ser obtida a partir do pâncreas do porco ou feita quimicamente e de forma idêntica à insulina humana através do uso de tecnologia do DNA recombinante ou da modificação química da insulina do porco.

Em Portugal só é comercializada insulina igual à insulina humana, produzida com recurso a técnicas de engenharia genética, sendo as reacções alérgicas muito raras em virtude da sua grande pureza. No mercado estão disponíveis diversas concentrações de insulina. No nosso país, só se encontra disponível a concentração U-100 (1ml=100 unidades).

Por que é que a insulina é necessária para o tratamento da diabetes tipo 1?
Porque, nos doentes com a diabetes tipo 1, as células do pâncreas que produzem insulina foram destruídas, motivo pelo qual este produz muito pouca ou nenhuma insulina. Como sem insulina não se pode viver, a administração de insulina produzida laboratorialmente é um tratamento imprescindível de substituição.

Como se usa a insulina?
O tratamento com insulina é feito através de injecção na gordura por baixo da pele (subcutânea). Até à data o desenvolvimento científico ainda não conseguiu produzir nenhuma forma de insulina que possa ser tomada por via oral, uma vez que o estômago a destrói automaticamente.

Por ser injectável, é necessário que o doente tenha atenção ao modo como a manuseia. Deve ter os seguintes cuidados:
Colocar a cápsula de protecção sem tocar na agulha após a utilização da seringa/caneta;
Guardar a seringa/caneta à temperatura ambiente;
Não utilizar a seringa ou a agulha da caneta se estas estiverem rombas;
Não limpar a agulha com álcool;
Manter a cápsula quando inutilizar a seringa/caneta e ter muito cuidado na sua eliminação.

Onde se injecta a insulina?
A insulina pode ser injectada na região abdominal, nas coxas, nos braços e nas nádegas. A parede abdominal é o local de eleição para uma mais breve absorção da insulina de acção rápida. Deve ser usada para as injecções realizadas durante o dia. A coxa utiliza-se preferencialmente para as injecções de insulina de acção intermédia, sendo a região das nádegas uma boa alternativa.

Deve proceder-se à rotação dos locais onde se administra a injecção, de forma a evitar a formação de nódulos, porque estes podem interferir na absorção da insulina.

Como conservar a insulina?
Os frascos de insulina, as cargas instaladas nas canetas e as seringas pré-cheias descartáveis em uso devem ser conservadas à temperatura ambiente, mas afastadas da luz solar directa e de locais como a televisão e o porta-luvas do carro.

Que problemas podem surgir no decurso do tratamento de um doente diabético?
Hipoglicemia: baixo valor de açúcar no sangue;
Hiperglicemia: elevado valor de açúcar no sangue, que significa que a diabetes não está bem controlada;
Cetoacidose: situação provocada pelo excesso de corpos cetónicos no organismo. Os corpos cetónicos são substâncias que acidificam o sangue e que podem conduzir ao coma cetoacidótico, pondo a vida do doente em risco.

O que significa ter a diabetes controlada?
Significa que os níveis de açúcar no sangue se encontram dentro dos parâmetros definidos pelos especialistas. É o médico que, de acordo com factores como a idade, tipo de vida, actividade e existência de outras doenças, define quais os valores de glicemia que o doente deve ter em jejum e depois das refeições.
Convém lembrar-se de que os valores do açúcar no sangue variam ao longo do dia, motivo pelo qual se fala em limites mínimos e limites máximos.

Como se sabe se a diabetes está controlada?
Diariamente, é o doente que se analisa e vigia a si próprio, quer através do seguimento da alimentação correcta e da prática de exercício, quer da realização de testes ao sangue e à urina em sua casa.
São justamente os testes realizados diariamente pelo doente que permitem saber se o açúcar no sangue está elevado, baixo ou normal e que, posteriormente, lhe permitem o ajustamento de todo o tratamento.
Consequentemente, a melhor forma de saber se a diabetes se encontra ou não controlada é realizando testes de glicemia capilar (picada no dedo) diariamente e várias vezes ao dia.

Se os valores estiverem dentro dos limites indicados pelo médico, a diabetes está controlada. Se não, o doente deve consultar o médico assistente.

Como prevenir a diabetes?
Controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos;
Vigilância dos órgãos mais sensíveis, como a retina, rim, coração, nervos periféricos, entre outros;
Bons hábitos alimentares;
Prática de exercício físico;
Não fumar;
Cuidar da higiene e vigilância dos pés.

Que direitos têm os doentes diabéticos?
Um plano de tratamento e objectivos de autocuidado
Aconselhamento personalizado sobre a alimentação adequada;
Aconselhamento sobre a actividade física adequada;
Indicação sobre a dosagem e o horário da medicação e ainda sobre como adequar as doses com base na autovigilância;
Indicação sobre os objectivos para o seu peso, glicemia, lípidos no sangue e tensão arterial;
Análises laboratoriais regulares para controlo metabólico e do seu estado físico
Revisão, pela equipa de saúde, dos resultados da autovigilância e do tratamento corrente, em cada contacto com profissionais da equipa;
Análise, revisão e alteração, sempre que necessário, dos objectivos de autovigilância;
Ajuda e esclarecimento;
Educação terapêutica contínua;
Verificação, pela equipa de saúde, do seu controlo;
Verificação, se necessário, do peso, tensão arterial e dos lípidos sanguíneos;
Avaliação anual dos olhos e da visão, dos pés, da função renal, dos factores de risco para doenças cardíacas, das técnicas de autovigilância e de injecção e dos hábitos alimentares;
Tratamento de problemas especiais e emergências
Conselhos e cuidados às mulheres que desejem engravidar;
Acompanhamento especializado na gravidez e no parto;
Conselhos e cuidados a crianças, adolescentes e às suas famílias;
Acessibilidade adequada a cuidados especializados, em caso de problemas nos olhos, nos rins, nos pés, nos vasos sanguíneos ou no coração;
Acompanhamento adequado à pessoa idosa;
Educação terapêutica para o doente e para a sua família
O porquê da necessidade de controlo dos níveis de glicemia;
Como controlar os níveis de glicemia através de uma alimentação adequada, actividade física adaptada e tratamento com medicação oral e/ou insulina;
Como avaliar o seu controlo através de testes de sangue e/ou urina (autovigilância) e actuar face aos resultados (autocontrolo);
Quais os sintomas de aumento dos níveis de glicose e acetona, como prevenir e tratar;
Quais os sintomas de descida do nível de glicose, como prevenir e tratar;
O que fazer quando está doente;
Prevenção e tratamento das possíveis complicações crónicas, incluindo lesões nos olhos, nos rins, nos pés e o endurecimento das artérias;
Como lidar com o exercício físico, com as viagens e com outras situações sociais ou de lazer;
Como actuar perante eventuais problemas de emprego, serviço militar, seguros, licença de condução automóvel, entre outros;
Informação sobre o suporte social e económico existente, para que o diabético tenha os direitos sociais (emprego, reforma e outros) que as suas capacidades e habilitações possibilitem, sem qualquer tipo de restrição ou discriminação.

Quais são os deveres dos diabéticos?
Para que a vida se prolongue e a diabetes não seja um impedimento ao usufruto de uma vida normal, o diabético deve:
Assumir comportamentos que o conduzam permanentemente à obtenção de ganhos de saúde e que contribuam para o seu autocontrolo
Predispor-se a aprender continuamente a controlar a sua diabetes;
Tentar ser autónomo, praticando o seu próprio autocontrolo;
Examinar regularmente os pés;
Tentar seguir um estilo de vida saudável;
Controlar o peso;
Praticar actividade física regular;
Evitar o tabaco;
Esclarecer-se sobre quando e como contactar a equipa de saúde em situação de urgência ou de emergência;
Contactar a equipa de saúde sempre que sinta necessidade e até que fique esclarecido sobre as questões que o preocupam;
Entrar em contacto e conversar com outras pessoas que tenham a diabetes e com associações locais ou nacionais de doentes diabéticos;
Assegurar que a família, amigos e colegas de trabalho se encontram esclarecidos sobre as necessidades da diabetes;
Controlar diariamente a sua diabetes, desempenhando um papel activo no seu tratamento
Fazer a sua autovigilância e adaptando o tratamento aos resultados – autocontrolo;
Tomar correctamente a medicação;
Examinar e cuidar dos pés;
Contactar a equipa de saúde se verificar que está mal controlado ou se apresentar hipoglicemias graves, ou ainda se surgirem sintomas de infecção;
Evitar desperdícios dos recursos comuns existentes, de forma a contribuir para a manutenção e, se possível, aumento dos seus direitos
Cumprir o plano de vigilância e terapêutica;
Usar correctamente os materiais de controlo e tratamento;
Usar adequadamente os serviços de saúde;
Utilizar correctamente o Guia do Diabético disponibilizado pelo seu médico assistente e ajudar os outros diabéticos a fazê-lo também.

Em suma, olhe por si próprio, ajude os profissionais a cuidar bem da sua saúde, seguindo conselhos tão simples e práticos como os seguintes:
Pratique exercício com regularidade;
Não fume;
Vigie bem a sua diabetes;
Não engorde;
Controle a tensão arterial;
Mantenha os níveis de colesterol e triglicéridos controlados e dentro dos parâmetros aconselhados pelos médicos.

Onde procurar ajuda?
No centro de saúde da sua área de residência, onde deverá contactar o seu médico de família.
Para saber mais, consulte:
Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Direcção-Geral da Saúde
Publicações Direcção-Geral da Saúde: "Como viver com Diabetes - Guia para as pessoas idosas" e "Guia do Diabético"

Fonte: portal da saúde

 
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